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Xênia França


Cantora baiana radicada em São Paulo, Xênia França é uma força da natureza. Cantora da banda Aláfia, ela começou sua carreira na noite paulistana, cantando samba, MPB e jazz. Xênia  atua no resgate e propagação da cultura afrobrasileira e usa a música para discutir as mais urgentes questões sociais do país. Com isso, tornou-se uma referência de empoderamento feminino, especialmente para as mulheres negras.

Ela já dividiu o palco ou gravou com artistas proeminentes da música brasileira, como Elza Soares, Criolo, Margareth Menezes, Tássia Reis, Liniker e Emicida. No último mês de julho, Xênia lançou o videoclipe de “Breu”, o single de seu álbum de estreia, no qual ela reflete sobre seus próprios ciclos de vida: sua infância na Bahia, a existência, a beleza e o poder da mulher negra.

O álbum traz a questão da mulher negra para o centro do debate. A missão de França é conseguir, eventualmente, se dissociar de sua cor. “Vou deixar de ser uma cantora negra para ser uma cantora”, ela afirmou em entrevista. “Vou deixar de ser uma mulher negra linda para ser uma mulher linda.”

Em termos musicais, o álbum, que será lançado em junho de 2017, navega entre diversos gêneros, como pop, eletrônico e jazz, ao lado de ritmos africanos, especificamente os ritmos percussivos da Bahia, um dos celeiros culturais mais ricos do Brasil.

Xênia França is a São Paulo-based, Bahia-born Brazilian singer and a force of nature. Front singer of the band Aláfia, she began her career in São Paulo’s nightclubs singing sambas, popular Brazilian music (MPB) and jazz. França plays a key role in reviving and nurturing the Afro-Brazilian culture and using music to discuss Brazil’s most latent societal issues. With this the singer turned herself into a reference for women empowerment, especially for black women.

She has shared the stage or recorded with famed Brazilian artists including Elza Soares, Criolo, Margareth Menezes, Tássia Reis, Liniker and Emicida. Last July, França launched her single and music video ‘Breu’, in order to announce the production of her debut album, in which she seeks reflection about her own life cycles: the days growing up in Bahia, the existence, the beauty and the power of black woman.

The album is a disc in which the issue of black women is at the heart of the debate. França’s mission is eventually to separate herself from her colour. ‘I’ll stop being a black singer to be a singer,’ she said in an interview. ‘I’ll stop being a beautiful black woman to be a beautiful woman.’

In musical terms, the album due out in June 2017 navigates between several genres, such as pop, electronic and jazz, along with the African rhythmic matrix, specifically the percussive rhythms of Bahia, one of Brazil’s richest cultural melting pots.