Themes

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“Since we have so many problems we really need design to help us out,” Secretary of Urban Development of the city of São Paulo, Fernando de Mello Franco, said last May on stage at WDCD 2015 in Amsterdam. With 20 million inhabitants in the metropolitan area the problems the city has to deal with are of an immense scale. Housing, mobility, employment, safety, education, environment are among the many topics São Paulo has to address.

One of the issues that has top priority for De Mello Franco, who is trained as an architect, is the inclusion of six million inhabitants who live outside the formal activity and structures of the city. “In order to integrate these six million people in the formal city we have to change from inclusion through consumption towards inclusion through produc- tion,” he said. The help of designers is no luxury in this context, he added. Later on the day De Mello Franco clarified his ideas about the influence of design in these matters: “Design is not just about building objects, it can also be an instrument for politics and it can even change politics.”

This is exactly what drives WDCD to bring the conference to São Paulo. WDCD is a platform for the exchange of ideas, experiences and success stories in the field of impact design. WDCD aims to bring together designers of all disciplines, educators, critics and policy makers with the intention to explore possible mutual benefits in the use of design. To bring some focus in the discussion, the programme of WDCD São Paulo will be grouped around the following themes: WDCD for Urban Issues, WDCD for Cultural Consciousness, and WDCD with Nature.

WDCD for Urban Issues

São Paulo is exemplary for the mega cities around the world that increasingly attract people from the countryside to the cities. Already half the world’s population lives in cities – a figure that will increase even further over the next decades. With so many people living closely together – 20 million in São Paulo alone –, it is obvious urban society has to cope with a growing number of pressing issues. Issues in the field of housing, mobility, food supply, employment, care, safety, air pollution and energy supply. Not to mention the social challenge of keeping up a sense of solidarity and connection.

Both technical and social solutions are tried and tested in cities around the globe. In many cases with some kind of involvement of designers. Architects, by the nature of their profession, are thinking thoroughly about the idea of the city and how they can contribute to make the urban environment a liveable place. But solutions may come from graphic, product, and digital designers and artists as well, as WDCD has demonstrated many times and will demonstrate again in São Paulo again.

WDCD for Cultural Consciousness

How can designers boost local cultural awareness among people in order to counter the trend towards international uniformity and loss of togetherness? Designers value authentic cultural expression and succeed in highlighting that in their work. Often they manage to breathe new life into crafts and techniques in danger of disappearing. Global interconnectedness often acts as an engine that drives development in the scientific, social and economic domains. But there are also less positive aspects that result in exploitation, poverty and loss of cultural identity. Designers are often the ones who succeed in building bridges between the local and the global community.

Brazil is a colourful and culturally rich country where arts and crafts are treasured by designers who have previously taken the stage at WDCD in Amsterdam, including interior designer Marcelo Rosenbaum, product designer Paul Dib, critic and curator Adélia Borges, top chef Alex Atala and furniture designers Humerto and Fernando Campana. We also had artist Pedro Reyes and fashion designer Carla Fernandez from other parts of the South-American continent.

WDCD with Nature

Brazil is a huge country with a vast amount of real and still unspoiled nature. It is one of the best places on earth to draw inspiration from nature in all its glory, efficiency and beauty. Top chef Alex Atala told at WDCD 2015 in Amsterdam what this can mean, demonstrating how nature, indigenous culture and modern city life can benefit from a careful and complaisant exchange. People have always taken nature as the basis for their actions. But a new generation of designers is going even a step further exploring how new techniques from the natural sciences and biotechnology might be useful as design tools. They question the concept of nature, and think of innovative and sustainable solutions for all sorts of problems in society.

At WDCD 2013 Suzanne Lee presented her concept of bacteria grown garments, while Daisy Ginsberg in 2014 shared her visions on ‘living architecture’, buildings that could for instance bind carbon dioxide.

TEMAS

“Uma vez que temos tantos problemas, precisamos realmente da ajuda do design”, disse o Secretário de Desenvolvimento Urbano da cidade de São Paulo, Fernando de Mello Franco, em maio passado no palco do WDCD 2015, em Amesterdã. Com 20 milhões de habitantes na área metropolitana os problemas com os quais a cidade tem de lidar são de uma escala imensa. Habitação, mobilidade, emprego, segurança, educação e meio ambiente estão entre os muitos temas que São Paulo tem para resolver.

Uma das questões que tem prioridade máxima para o secretário, que é arquiteto formado, é a inclusão de seis milhões de habitantes que vivem fora da atividade formal e das estruturas da cidade. “A fim de integrar essas seis milhões de pessoas na cidade, temos que mudar da inclusão através do consumo para a inclusão através da produção”, disse ele. A ajuda de designers não é um luxo neste contexto, acrescentou. Mais tarde, Mello Franco esclareceu suas ideias sobre a influência do design nessas questões: “O design não trata apenas da construção de objetos, ele também pode ser um instrumento de política e pode até mudar a política.”

É exatamente isto que leva o WDCD a trazer a conferência para São Paulo. WDCD é uma plataforma para o intercâmbio de ideias, experiências e histórias de sucesso na área do design de impacto. O WDCD pretende reunir os designers de todas as disciplinas, educadores, críticos e os dirigentes políticos, com a intenção de explorar possíveis benefícios mútuos no uso do design. Para trazer algum foco na discussão, o programa de WDCD São Paulo será agrupado em torno dos seguintes temas: WDCD pelas Questões Urbanas, WDCD pela Consciência Cultural, e WDCD com a Natureza.

WDCD pelas Questões Urbanas 

São Paulo é um exemplo das mega cidades no mundo que atraem cada vez mais pessoas do campo para as cidades. Metade da população mundial já vive em cidades – um número que vai aumentar ainda mais nas próximas décadas. Com tantas pessoas vivendo juntas – 20 milhões só em São Paulo -, é óbvio que a sociedade urbana tem de lidar com um número crescente de questões urgentes. Problemas na área da habitação, mobilidade, alimentação, emprego, cuidados, segurança, poluição do ar e fornecimento de energia. Sem mencionar o desafio social de manter um sentido de solidariedade e de conexão.

Ambas as soluções técnicas e sociais são experimentadas e testadas em cidades ao redor do mundo. Em muitos casos, com algum tipo de envolvimento dos designers. Arquitetos, pela natureza da sua profissão, estão pensando cuidadosamente sobre a ideia da cidade e como eles podem contribuir para tornar o ambiente urbano um lugar habitável. Porém, as soluções podem vir de designers gráficos, de produto, digitais e artistas também, tal como o WDCD demonstrou muitas vezes e vai demonstrar novamente em São Paulo. 

WDCD pela Consciência CULTURAL

Como os designers podem impulsionar a consciência cultural local entre as pessoas a fim de contrariar a tendência para a uniformidade internacional e a perda do sentimento de unidade? Designers valorizam a expressão cultural autêntica e destacam isso em seu trabalho. Muitas vezes eles conseguem dar nova vida a ofícios e técnicas em risco de desaparecer. A interconectividade global muitas vezes age como um motor que impulsiona o desenvolvimento nos domínios científico, social e econômico. Porém, também há aspectos menos positivos que resultam em exploração, pobreza e perda de identidade cultural. Designers são muitas vezes aqueles que têm sucesso na construção de pontes entre o local e a comunidade global.

O Brasil é um país colorido e culturalmente rico onde as artes e ofícios são apreciadas por designers que já subiram ao palco do WDCD em Amsterdã, incluindo o designer de interiores Marcelo Rosenbaum, o designer de produto Paul Dib, a crítica e curadora Adélia Borges, o Top Chef Alex Atala e os designers de móveis Humerto e Fernando Campana. Tivemos também o artista Pedro Reyes e a designer de moda Carla Fernandez de outras partes do continente sul-americano.

WDCD com a Natureza

O Brasil é um país enorme, com uma grande quantidade de natureza real e ainda intocada. É um dos melhores lugares do mundo para se inspirar na natureza em toda sua glória, eficiência e beleza. O Top Chef Alex Atala disse no WDCD 2015, em Amsterdã, o que isso pode significar, demonstrando como a natureza, a cultura indígena e a vida moderna da cidade podem se beneficiar de uma troca cuidadosa e complacente. As pessoas sempre tiveram a natureza como a base para suas ações mas uma nova geração de designers está um passo à frente, explorando como as novas técnicas das ciências naturais e da biotecnologia podem ser úteis como ferramentas de design. Eles questionam o conceito de natureza e pensam em soluções inovadoras e sustentáveis ​​para todos os tipos de problemas na sociedade.

No WDCD 2013, Suzanne Lee apresentou o seu conceito de peças de vestuário desenvolvidas a partir de bactérias, enquanto Daisy Ginsberg, em 2014, compartilhou suas visões sobre a “arquitetura viva”, edifícios que poderiam, por exemplo, conectar dióxido de carbono.

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